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Não tem turno
Atende e liga 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana. O devedor atende quando pode, não quando a sua operação está aberta.
Comparação
Somos nós que vendemos o bot, então vale dizer de saída: ele não substitui a sua equipe. Há faixas onde ele ganha de lavada e faixas onde colocá-lo é jogar dinheiro fora. Esta é a linha, com o que vimos em produção.
Onde o bot ganha
As vantagens do agente automático não são de inteligência: são de escala e de resistência. Faz o mesmo na conta número dez e na número quinhentos, num domingo às onze da noite.
01
Atende e liga 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana. O devedor atende quando pode, não quando a sua operação está aberta.
02
A conversa duzentos tem a mesma energia que a primeira. Numa faixa de volume alto, isso é metade do resultado.
03
Não oferece um desconto que não cabe só para fechar mais rápido. O que está fora da política, ele não oferece.
04
Subir o volume de atendimento não significa somar postos, treinar nem esperar a curva de aprendizado.
05
Gravação, transcrição e tipificação de 100% dos atendimentos. Auditável sem amostragem.
06
Assume a faixa onde o custo por contato come a recuperação de um atendimento humano.
Onde a pessoa ganha
Tudo o que exige sair do roteiro segue sendo território humano. E não é uma limitação temporária que se resolve com mais tecnologia: em muitos desses casos você não quer que uma máquina decida.
01
Onde um desconto mal calibrado custa mais que o salário do operador. Aí você quer a sua melhor pessoa.
02
Se o devedor questiona o saldo ou diz que já pagou algo que não consta, é preciso investigar, não negociar.
03
Doença, perda de emprego, vulnerabilidade. Exigem critério e sensibilidade, e às vezes uma decisão que não está em política nenhuma.
04
Qualquer acordo que precise de autorização de um supervisor. O bot pode detectar e encaminhar, não resolver.
05
Quando o devedor é também um cliente ativo que você não quer perder, a conversa é outra.
06
Falecimentos, inventários, fraude, roubo de identidade. Pouco volume e muito risco de errar.
Os números que temos
Numa carteira de cartão de varejo (anonimizada), de 1 a 14 de setembro, comparamos o Saldia com o atendente médio do contact center sobre a mesma faixa.
4,6×
mais promessas
295 do bot vs. 64 do atendente médio.
3,2×
mais valor
$49,5M vs. $15,7M do atendente médio.
$167.734
ticket do bot
Mais baixo: trabalha os saldos menores.
#1
na carteira
Primeiro em quantidade e em valor.
Leia com cuidado, que é onde se exagera. O bot não negociou melhor que um bom operador: trabalhou mais horas sobre a faixa que rende pior para uma pessoa. O ticket médio mais baixo confirma isso. Se tivéssemos colocado o bot para cuidar das contas grandes, o resultado seria outro — e pior. O detalhe completo está no caso Sercom.
Como dividir
A pergunta útil não é "bot ou pessoas", é que parte da carteira você dá para cada um. Uma divisão que na prática funciona:
Inadimplência recente e saldos baixos, primeiro contato em massa, lembretes e reenvio de links, novas tentativas em horários diferentes, acompanhamento de promessas já registradas e todo o atendimento fora do horário comercial.
Contas de saldo alto, tudo o que o bot encaminhar, reclamações, acordos que precisem de autorização, clientes com relacionamento ativo e os casos que pedem critério.
A condição para isso funcionar é que a passagem seja limpa: quando o bot encaminha, o atendente precisa receber a conversa completa. Se o cliente tem que repetir tudo do zero, você perdeu a vantagem e ainda o irritou.
Vamos conversar
Olhamos as suas faixas e dizemos honestamente o que automatizaríamos e o que não.
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