Operações de cobrança

Como automatizar a gestão de inadimplência recente.

É a faixa onde a gestão humana rende menos e onde mais se nota uma automação bem colocada. Também onde é mais fácil automatizar mal. Isto é o que você olharia antes de decidir.

O problema

A economia da faixa não fecha com gestão humana.

Na inadimplência recente o devedor ainda não se considera inadimplente. Muitas vezes passou da data, trocou de cartão ou simplesmente esqueceu. A dívida é pequena, a disposição a pagar é alta e a janela para resolver antes que escale é curta.

O problema não é a conversa: é a aritmética. Um atendente custa o mesmo atendendo uma conta de saldo baixo ou uma de saldo alto, mas recupera muito menos. E como são muitas contas, a equipe passa o dia na faixa que menos rende enquanto as contas grandes esperam.

01

Custo por contato fixo

Discar, esperar, conversar e tipificar custa o mesmo, não importa o saldo.

02

Volume que não cai

Cada ciclo de faturamento repõe a faixa com contas novas.

03

Janela curta

Quanto mais tempo passa, mais cai a probabilidade de recuperação e mais caro fica.

O que automatizar

Automatize o volume, não o critério.

A linha não passa pela tecnologia: passa por quanto critério cada caso exige. Estas conversas se automatizam bem porque o resultado desejado é claro e a margem de negociação está definida de antemão pela política da carteira.

Automatiza bem

Lembrete e regularização de contas de saldo baixo. Oferecer um plano dentro da política. Registrar uma promessa de pagamento. Reenviar o link ou o comprovante. Insistir em horários diferentes. Deixar recado com um terceiro e ligar para o número que ele indicar.

Melhor deixar com uma pessoa

Reclamações e disputas sobre o saldo. Contas grandes, onde um desconto mal oferecido custa dinheiro. Situações de vulnerabilidade ou conflito. Qualquer caso que saia da política e precise de uma autorização.

A regra prática: se para resolver o caso é preciso uma exceção à política da carteira, não é um caso para automatizar — é um caso para encaminhar. Um agente que não sabe quando passar a bola faz mais estrago do que um que atende menos.

Como se faz

O que o agente precisa conseguir fazer.

Uma URA com menu de opções não serve nesta faixa: o devedor diz coisas que não estão no menu. O que se precisa é de um agente que entenda o que lhe dizem e responda dentro da política.

Negociar, não ler um roteiro

Propor, reconduzir ao pagamento mínimo e subir a aposta quando o devedor dá abertura.

Fechar e registrar

Acordar valor e data, deixar a promessa registrada e enviar o comprovante.

Estar onde o devedor está

Voz, chat e WhatsApp, e no horário em que a pessoa pode atender.

Encaminhar com contexto

Quando escala, o atendente recebe a conversa inteira, não uma ficha em branco.

Respeitar a política

Planos e descontos configuráveis por carteira, com autorizações por perfil.

Deixar rastro

Gravação, transcrição e tipificação de cada atendimento, para poder auditá-lo.

Como medir

Compare com o atendente médio, sobre a mesma carteira.

O erro mais comum é medir o bot contra ele mesmo — "fechou 200 promessas" não diz nada sozinho. A comparação que importa é contra o que a sua equipe faz hoje, sobre a mesma faixa e no mesmo período.

Olhe quantidade de promessas, valor prometido e ticket médio, os três juntos. Um ticket mais baixo não é má notícia se o volume compensa: significa que o agente está trabalhando as contas pequenas, que é justamente para o que ele foi colocado. E não solte o dado de cumprimento: uma promessa que não é paga não é recuperação.

No piloto com a Sercom medimos exatamente assim, sobre uma carteira de cartão de varejo e contra o atendente médio do contact center. Sobre as duas faixas dessa carteira — recente e tardia — o agente fechou 295 promessas por $49,5M em duas semanas: 4,6× mais promessas que o atendente médio, com um ticket mais baixo.

Vamos conversar

Conte como você gerencia hoje a inadimplência recente.

Em 30 minutos vemos se a sua faixa dá para automatizar e o que haveria para medir.

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